Sonegação de tributos chega a R$ 200 bi, no Brasil

Em quase cinco meses, o Brasil deixou de arrecadar mais de R$ 200 bilhões devido à sonegação de impostos de pessoas físicas e jurídicas. O dado é resultado do cálculo feito pela ferramenta chamada de “Sonegômetro”, do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), que trabalha a campanha “Quanto custa o Brasil pra você”.

O presidente do Sinprofaz, Heráclio Camargo, disse que falta no país um sistema de cobrança fiscal mais justo. Para ele, os números mostram que, se não houvesse sonegação fiscal, o peso da carga tributária poderia ser reduzido em 28,2% e ainda sim, o nível de arrecadação manteria o ritmo.

A entidade, no entanto, não apresentou dados regionais de quanto é a média da evasão fiscal por Estado. O titular da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM), Afonso Lobo, afirmou que o órgão não tem o levantamento sobre a índice de sonegação fiscal, mas garantiu que o Amazonas apresenta o menor índice entre os Estados brasileiros.

Lobo afirmou que em matéria de arrecadação, o Amazonas é mais eficiente em relação às outras Unidades da Federação. Segundo ele, entre os fatores que garante a eficácia da arrecadação no setor industrial, por exemplo, é a qualidade das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Na área comercial, ele apontou a existência do sistema de tributação que providencia a arrecadação do imposto até o consumidor final, já na entrada de mercadoria no Estado.
Lobo assegura que, em função da sistemática de arrecadação, o Estado controla “muito bem”, uma vez que, grande parte da entrada internacional está concentrada nos portos Bertoline e Passarão, e as nacional por meio dos portos Superterminais e Porto Chibatão e ainda pelo Aeroporto Eduardo Internacional Eduardo Gomes.

Segundo o titular da Sefaz-AM, ainda há a nota fiscal eletrônica, que permite visualizar em tempo real, a entrada e a saída de mercadoria.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Finanças (Semef) informou que a equipe de fiscais reunirá para calcular o índice de sonegação de impostos.

Já o delegado da Receita Federal de Manaus, Leonardo Frota, informou que o órgão não faz cálculos sobre evasão fiscal.

Fonte: Jornal Contábil

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