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Reforma Tributária

Impostos na Reforma Tributária: como lidar com as mudanças 

Entenda, de forma clara e direta, como a reforma tributária vai impactar os impostos sobre consumo, quais tributos deixarão de existir, o que entra no lugar e o que o contador precisa saber desde já para orientar seus clientes.

Sim, vamos falar sobre impostos na reforma tributária. Afinal, se você trabalha com contabilidade, auditoria ou consultoria fiscal, já percebeu: a reforma tributária deixa de ser um debate teórico e se torna realidade. E não estamos falando de uma mudança pontual, mas da maior transformação no sistema tributário que o Brasil já viveu. 

Com a aprovação da Emenda Constitucional nº 132/2023, que consolidou as propostas das PECs 45 e 110, o país inicia uma transição profunda que vai impactar diretamente a forma como os tributos são cobrados, apurados e recolhidos

Mas calma: apesar da complexidade do tema, a lógica da reforma tributária é simples e positiva. O objetivo é substituir cinco tributos (federais, estaduais e municipais) por um sistema mais moderno, unificado e transparente

Essa mudança busca resolver problemas antigos, como: 

  • A cumulatividade que gera efeitos em cascata; 
  • A guerra fiscal entre estados e municípios; 
  • E a complexidade absurda que faz o Brasil liderar rankings negativos sobre tempo gasto com obrigações tributárias. 

É por isso que o papel do contador nunca foi tão importante. Mais do que cumprir prazos e preencher guias, agora é a hora de entender o novo sistema, orientar clientes e ser ponte entre a legislação e a prática

Ao longo deste artigo, eu vou explicar de forma clara o que muda com s os impostos da reforma tributária: quais saem de cena, o que entra no lugar e o que você, como profissional fiscal, precisa dominar desde já. 

Descubra nesse Post

Quais impostos vão acabar com a Reforma Tributária? 

Uma das perguntas mais comuns que recebo nas redes é: “Joy, afinal, quais tributos vão ser extintos com a reforma?” 

A reforma tributária vai extinguir quatro tributos que incidem sobre o consumo, que hoje são cobrados de forma separada, com regras diferentes e, muitas vezes, sobre a mesma base de cálculo. 

Veja quais são: 

  • PIS (Programa de Integração Social) – federal 
  • COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) – federal 
  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) – estadual 
  • ISS (Imposto Sobre Serviços) – municipal 

Esses tributos serão substituídos por dois novos: CBS e IBS, que vamos abordar no próximo bloco. Mas antes, é importante entender por que o modelo atual precisa mudar. 

Vale lembrar que o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), receberá uma tratativa diferenciada com a Reforma Tributária, ele não será extinto, mas será reduzido à alíquota zero a partir de 2027, com exceção da Zona Franca de Manaus. 

Por que esse sistema de impostos da reforma tributária precisa ser reformado? 

A estrutura tributária brasileira é uma das mais complexas do mundo. Um mesmo produto pode ser tributado por três entes diferentes (União, estados e municípios), com regras próprias, alíquotas variadas, regimes específicos e uma infinidade de obrigações acessórias

Além disso, o sistema atual tem três grandes problemas: 

1. Cumulatividade oculta 

Mesmo com o discurso de que os tributos não são cumulativos, na prática muitos deles geram efeito cascata. Há situações em que o ICMS incide sobre o IPI, que por sua vez já tinha PIS e COFINS embutidos no preço. 

Resultado: o consumidor final paga imposto sobre imposto, sem saber. 

2. Guerra fiscal entre estados e municípios 

Cada estado quer atrair empresas oferecendo incentivos fiscais (muitas vezes à margem da legalidade). O mesmo acontece com municípios. Isso gera insegurança jurídica, distorções econômicas e concorrência desleal

3. Alto custo de conformidade 

O tempo e os recursos gastos para apurar, declarar e pagar tributos no Brasil são muito maiores do que em países desenvolvidos. E isso afeta especialmente os pequenos negócios, que não têm estrutura para lidar com tamanha burocracia

A proposta da reforma é corrigir esses pontos e trazer um sistema mais simples, justo e eficiente. E é aí que entram os novos tributos: CBS, IBS e IS, que vamos detalhar agora. 

Quais impostos da Reforma Tributária entram no lugar: CBS, IBS e IS 

Agora que já sabemos quais tributos vão sair de cena com a reforma, vamos entender o que entra no lugar, e porque isso representa uma mudança tão significativa. 

A proposta é criar um modelo mais moderno e eficiente, inspirado em sistemas que já funcionam bem em diversos países. No lugar dos tributos atuais, entram três novos: 

CBS – Contribuição sobre Bens e Serviços 

A CBS será um tributo federal, unificando PIS e COFINS. Terá base ampla e será aplicada sobre bens e serviços em geral, inclusive atividades digitais. 

Ela será não cumulativa, ou seja: o contribuinte poderá se creditar de tudo o que for pago na etapa anterior da cadeia, sem aquela limitação por “essencialidade” do insumo, como acontece hoje. 

Isso muda tudo na lógica de apuração: entradas destinadas à atividade empresarial geram crédito, saídas geram débito, ponto. 

IBS – Imposto sobre Bens e Serviços 

Já o IBS será estadual e municipal ao mesmo tempo. Ele substitui ICMS e ISS e será administrado de forma conjunta por estados e municípios, com a alíquota aplicada para todos os produtos e serviços, definida por cada ente federativo

A grande sacada do IBS é que ele elimina a guerra fiscal. Não importa onde está o fornecedor ou o tomador do serviço, a alíquota será do destino

Isso favorece a neutralidade e acaba com a bagunça de legislações locais conflitantes. 

IS – Imposto Seletivo 

O IS, conhecido como “imposto do pecado”, será aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas, bebidas açucaradas, veículos, entre outros. 

Na Reforma Tributária, o imposto seletivo, esse tributo se destaca por não gerar crédito, tendo como objetivo desestimular o consumo de certos itens e, ao mesmo tempo, manter o volume da arrecadação fiscal.

Modelo do IVA Dual 

No conjunto, CBS e IBS formam o que chamamos de IVA Dual (Imposto sobre Valor Agregado)

  • Um IVA federal (CBS) 
  • Um IVA subnacional (IBS) 

Esse modelo preserva o pacto federativo, mas traz padronização na apuração e no recolhimento, serão dois tributos com o mesmo modelo de incidência. 

O que muda na prática com esse novo sistema de impostos da Reforma Tributária? 

  • Fim da cumulatividade: só se paga sobre o valor agregado, sem efeito cascata. 
  • Crédito financeiro amplo: todas as aquisições destinadas à atividade empresarial, geram crédito. 
  • Transparência: os tributos estarão destacados de forma clara e objetiva. 
  • Menos complexidade: o número de obrigações acessórias e regras específicas tende a cair. 

Essa virada de chave muda completamente a forma como os tributos serão geridos, tanto pelo contribuinte quanto pelo contador. 

As mudanças nos impostos da Reforma Tributária para contadores e contribuintes 

Se tem uma coisa que os impostos da reforma tributária vão mexer de verdade, é na rotina contábil e fiscal das empresas. E, claro, isso impacta diretamente o trabalho de quem atua com contabilidade, auditoria e consultoria tributária. 

A boa notícia? Apesar da mudança, a lógica do novo sistema é mais simples, e isso favorece quem estiver preparado

E é justamente aí que entra o split payment na Reforma Tributária: o mecanismo que divide automaticamente o pagamento entre empresa e governo e promete mudar de vez o fluxo de caixa das operações.

Veja os principais pontos que mudam na prática: 

1. Apuração será unificada e direta 

Esqueça aquelas mil regras específicas de cada tributo. Com CBS e IBS, a apuração vai seguir a lógica simples do débito x crédito. 

  • Entrou: gera crédito (se tiver documento fiscal válido e for destinado à atividade empresarial). 
  • Saiu: gera débito. 
  • Saldo final: é o que será recolhido ou sobra de crédito para usar em período posterior. 

Essa estrutura favorece o controle e reduz erros causados por interpretações divergentes, especialmente nas legislações estaduais e municipais. 

2. Crédito financeiro amplo e não vinculado à essencialidade 

No sistema atual, o contribuinte só pode se creditar de insumos “essenciais” ou diretamente ligados à atividade-fim. Com a reforma, isso muda. 

Agora, qualquer bem ou serviço adquirido com incidência de CBS ou IBS e que seja destinado à atividade empresarial, gera crédito. 

Isso traz mais previsibilidade e elimina discussões sobre o que é ou não essencial. 

3. Novas obrigações acessórias e adaptações nos ERPs 

Apesar da simplificação na lógica tributária, haverá mudança nas obrigações acessórias. Os sistemas, como ERP pequenas empresas, precisarão ser atualizados para lidar com: 

  • CBS e IBS com alíquotas distintas por estado/município 
  • CBS e IBS com alíquotas reduzidas nos regimes diferenciados 
  • Apuração centralizada e não mais separada por ente 
  • Escrituração com base em crédito financeiro (não apenas escrituração fiscal tradicional) 

O contador terá papel fundamental nesse ajuste, tanto tecnicamente quanto como orientador dos clientes. 

4. Reorganização do compliance tributário 

A reforma traz um novo conceito de conformidade fiscal. Se antes o desafio era entender regras diferentes para cada tributo, agora será garantir que todo o processo esteja alinhado com o novo modelo. 

Isso exige: 

  • Atualização de rotinas 
  • Treinamento das equipes 
  • Integração entre setores fiscal, contábil e TI 
  • Monitoramento constante da transição (até 2033) 

Ou seja: o papel do contador não vai acabar, ele vai se fortalecer. E quem entender esse novo sistema desde já terá mais controle, mais segurança e mais valor percebido pelos clientes. 

Transição até 2033: o que acontece até lá? 

A reforma tributária foi aprovada, mas isso não significa que tudo muda de uma hora pra outra. Pelo contrário: foi estabelecido um cronograma a partir de 2026 detalhando a transição, que vai até o ano de 2033. 

Esse período é fundamental para que as empresas, os governos e os próprios contribuintes tenham tempo de se adaptar ao novo modelo. Mas ele exige atenção, porque haverá cobrança simultânea dos tributos antigos e novos. 

Veja como esse processo vai acontecer: 

2026 – Início da transição 

CBS e IBS começam a ser cobrados em versão teste, com alíquotas simbólicas: 

  • CBS: 0,90% 
  • IBS: 0,10% 

Essas alíquotas iniciais têm a função de ajustar sistemas, treinar equipes e simular apurações

Importante: os tributos atuais (PIS, COFINS, ICMS, ISS, IPI) continuam sendo cobrados normalmente. 

2027 a 2028 – Ajustes e primeiras mudanças reais 

  • O PIS e a COFINS deixam de existir e a CBS começa a ser cobrada integralmente conforme alíquota a ser definida pelo Senado Federal. 
  • O IPI é reduzido a zero, exceto para produtos da Zona Franca de Manaus. 
  • Início da cobrança do IS, o imposto do pecado. 

Nessa fase, os contribuintes e escritórios devem monitorar mudanças nas bases de cálculo, formação de preço e nas obrigações acessórias

2029 a 2032 – Fase de transição mista 

Esse é o período mais delicado: 

  • Os tributos antigos e novos serão cobrados ao mesmo tempo; 
  • As alíquotas dos tributos antigos começarão a ser reduzidas progressivamente; 
  • Os tributos novos (CBS e IBS) vão assumir peso crescente na arrecadação. 

Será necessário escriturar os dois modelos, garantir apurações paralelas e ajustar relatórios contábeis e fiscais de forma híbrida. 

2033 – Fim da transição 

A partir de 2033, os tributos antigos (PIS, COFINS, ICMS, ISS) deixam de existir, e o sistema passa a operar 100% com CBS, IBS e IS

Esse será o marco da nova era tributária no Brasil. 

Pontos de atenção para os contadores nesse período 

  • Atualização contínua: o processo de regulamentação ainda está em andamento, então muitas regras vão surgir ao longo dos próximos anos. 
  • Capacitação de equipes: tanto da contabilidade quanto do cliente. 
  • Revisão de contratos, ERPs e processos internos: para garantir conformidade no modelo híbrido. 
  • Acompanhamento dos estados e municípios: especialmente sobre qual será a alíquota do IBS no destino. 

Esse período de transição da Reforma Tributária é desafiador, mas também é a grande oportunidade para quem quer se posicionar como especialista em reforma tributária. 

Desafios e pontos de alerta sobre impostos na Reforma Tributária 

Apesar de todos os avanços trazidos pela reforma, o caminho ainda está cheio de obstáculos. E quem atua com tributos precisa ficar atento a esses desafios, porque muitos deles ainda dependem de regulamentação ou definição prática

A seguir, trago os principais pontos que merecem atenção redobrada nos próximos anos. 

Risco de aumento da carga tributária 

Um dos maiores receios do mercado é que, com a unificação dos tributos, ocorra um aumento indireto da carga tributária, especialmente em setores como: 

  • Serviços (consultoria, tecnologia, etc.) 
  • Locação de Bens 
  • Terceirização de mão de obra 

A Reforma Tributária, em forma de incentivo, estabelece alguns regimes diferenciados, com reduções de alíquotas, principalmente em setores da prestação de serviços, como por exemplo: 

  • Saúde 
  • Transporte 
  • Educação 
  • Serviços Profissionais Técnicos (contadores, advogados, engenheiros, etc.) 

Apesar da promessa de neutralidade, o impacto final só será conhecido com a definição das alíquotas efetivas.  

O desafio será garantir equilíbrio entre setores intensivos em bens e em serviços, identificando a maior possibilidade de créditos possíveis dentro da atividade empresarial. No caso do Simples, vale conferir artigo meu aqui no blog: os impactos da Reforma Tributária no Simples Nacional.

Definições pendentes na legislação infraconstitucional 

A reforma aprovada alterou a Constituição, mas muitos detalhes ainda dependem de Lei Complementar, Instrução Normativa e Resoluções do Senado Federal. São essas normativas que vão dizer: 

  • Qual será a alíquota padrão da CBS e IBS; 
  • Como será todo o funcionamento do Comitê Gestor do IBS; 
  • Como serão tratados os créditos acumulados do modelo anterior; 
  • Entre outras definições. 

Ou seja, ainda tem muita coisa por vir. E o contador precisa acompanhar tudo de perto. 

Governança federativa e gestão do IBS 

Um dos pontos mais sensíveis da reforma é a administração conjunta do IBS por estados e municípios. Isso exige um novo tipo de estrutura pública, o chamado Comitê Gestor do IBS, que ainda está sendo desenhado. 

Será um grande desafio garantir que: 

  • As decisões sejam técnicas e não políticas; 
  • O repasse da arrecadação seja justo; 
  • O contribuinte não seja penalizado por conflitos entre entes federativos. 

Incertezas na restituição e ressarcimento de créditos 

No modelo atual, já temos problemas com glosas de crédito, demora no ressarcimento e burocracia para compensações

Com a reforma, o crédito financeiro será mais amplo, a restituição rápida e automática é uma promessa

Será necessário acompanhar como cada ente federativo vai operacionalizar isso — e cobrar transparência e eficiência

Resistência cultural e operacional 

Além das mudanças legais e técnicas, há um desafio silencioso, mas igualmente importante: a resistência à mudança. 

Muitos profissionais, empresas e até órgãos públicos estão acostumados com o sistema atual, por mais disfuncional que ele seja. E isso pode gerar: 

  • Falta de preparo para a transição; 
  • Dificuldade de adaptação nos ERPs e escrituração; 
  • Desalinhamento entre áreas fiscal, contábil e jurídica. 

Por isso, o profissional que se antecipar, estudar e se posicionar agora terá um diferencial competitivo enorme nos próximos anos. 

A boa notícia é que, apesar desses desafios, a reforma também traz grandes oportunidades, especialmente para os contadores que querem sair da execução e atuar de forma mais consultiva e estratégica. E é justamente sobre isso que vamos falar a seguir. 

Oportunidade para os contadores: o que a reforma traz de positivo 

Se você chegou até aqui, já entendeu que a reforma tributária muda muita coisa, e que o período de transição vai exigir atenção redobrada. Mas eu quero reforçar um ponto importante: 

Para quem é contador, essa reforma não é apenas um desafio. É uma grande oportunidade. 

Isso porque o novo modelo tributário exige mais orientação, mais planejamento e mais clareza. E quem deve estar mais preparado para isso? Justamente o profissional fiscal e contábil. 

Veja alguns ganhos reais que a reforma pode trazer para o seu trabalho e para o valor que você entrega. 

Simplificação que valoriza o conhecimento técnico 

Ao trocar um sistema caótico por um modelo baseado em débito x crédito, o contador passa a lidar com menos variáveis, mas com muito mais profundidade

Isso permite: 

  • Reduzir erros operacionais; 
  • Ter mais controle sobre a apuração; 
  • E investir tempo em análise e planejamento, e não apenas em cumprimento de obrigações. 

Fim do “cálculo de trás pra frente” (e menos distorções) 

Quem trabalha com ICMS sabe do que estou falando: fazer o preço com base no imposto “por dentro” gera um malabarismo fiscal que ninguém merece. 

Com a CBS e IBS, o valor do imposto será “por fora” e visível na nota, o que facilita: 

O contador como consultor estratégico 

Em vez de apenas cumprir obrigações, o profissional contábil ganha espaço para: 

  • Atuar no planejamento tributário preventivo
  • Orientar empresas sobre revisão de contratos e processos
  • Participar da tomada de decisão em novas operações. 

Ou seja, é a hora de assumir um papel mais ativo e valorizado. 

Nova demanda por capacitação e especialização 

Com a reforma, os clientes vão buscar contadores que saibam: 

  • Explicar o novo sistema com clareza; 
  • Calcular corretamente os novos tributos; 
  • Adaptar sistemas e processos de forma segura. 

Isso abre espaço para: 

  • Prestação de serviços especializados em reforma tributária; 
  • Cursos, mentorias e consultorias para empresas e profissionais; 
  • Posicionamento como referência no tema, inclusive nas redes. 

Ampliação do papel do contador no compliance fiscal 

A reforma muda a forma como o Fisco e os contribuintes se relacionam. O foco passa a ser: 

  • Conformidade em tempo real; 
  • Rastreabilidade de créditos; 
  • Transparência na apuração. 

Quem domina esse ambiente digitalizado e integrado vai liderar a próxima geração da contabilidade tributária. 

Em resumo, quem se atualizar agora, vai sair na frente. A reforma é complexa? Sim. Mas ela também representa a chance de redefinir a posição do contador no mercado. 

Não é sobre decorar siglas, é sobre entender o novo sistema de impostos com a Reforma Tributária 

Eu sei que falar de reforma tributária assusta. São novas siglas, novos tributos, novas regras e um cronograma de transição que vai até 2033. É normal se sentir sobrecarregado. Mas quero te dizer uma coisa com toda a clareza: mais importante do que decorar o que significa CBS, IBS ou IS… é entender a lógica por trás da mudança

A reforma é sobre trazer mais coerência para o sistema tributário. É sobre simplificar, reduzir distorções, aumentar a transparência e dar mais previsibilidade para empresas e profissionais. 

E, acima de tudo, é sobre abrir espaço para que o contador deixe de ser visto como alguém que só emite guias e entregue aquilo que sempre teve potencial para fazer: consultoria, estratégia, valor. 

Agora é o momento de: 

  • Estudar com profundidade; 
  • Acompanhar as regulamentações; 
  • Orientar seus clientes com clareza; 
  • E ocupar o espaço de protagonismo que a profissão exige. 

A reforma não é o fim do mundo. É o começo de uma nova fase para quem atua com tributos no Brasil. E se você está aqui lendo esse conteúdo, já está um passo à frente. 

Nos vemos na próxima pauta e, claro, lá no @tributandocomajoy

FAQ – Impostos Reforma Tributária: dúvidas frequentes

Quais impostos vão acabar com a Reforma Tributária?

A reforma vai extinguir os tributos PIS, COFINS, ICMS e ISS. O IPI será mantido com alíquota zero a partir de 2027 (exceto na Zona Franca de Manaus).

O que entra no lugar dos impostos extintos?

Eles serão substituídos por três novos tributos:
CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) – federal;
IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) – estadual e municipal;
IS (Imposto Seletivo) – aplicado sobre produtos nocivos à saúde ou ao meio ambiente.

Como será a cobrança da CBS e IBS?

A cobrança seguirá o modelo de débito e crédito financeiro. Toda entrada de bens ou serviços destinados à atividade empresarial gera crédito; toda saída gera débito. O saldo final é o valor a pagar.

O que muda com o modelo de IVA Dual?

O IVA Dual padroniza a cobrança de impostos em nível federal (CBS) e subnacional (IBS), simplificando o sistema e garantindo maior transparência e neutralidade na tributação.

A carga tributária vai aumentar com a reforma?

Ainda não há definição final das alíquotas, mas há risco de aumento para alguns setores, como serviços e locação. Por outro lado, alguns segmentos terão alíquotas reduzidas (saúde, educação, transporte, serviços técnicos).

Quando as mudanças passam a valer?

O cronograma vai de 2026 a 2033, com início da transição em 2026 (CBS e IBS cobrados em alíquotas simbólicas) e adoção plena dos novos tributos a partir de 2033.

O que muda na rotina dos contadores?

Os contadores precisarão adaptar ERPs, revisar obrigações acessórias, treinar equipes e lidar com a apuração híbrida (sistema antigo + novo) durante o período de transição. O papel consultivo e estratégico do contador será cada vez mais valorizado.

Como ficam os créditos acumulados no modelo antigo?

A legislação infraconstitucional ainda precisa definir como será a compensação ou transferência dos créditos acumulados. O acompanhamento dessas normas será essencial.

Quais são os principais desafios da reforma tributária?

Os desafios incluem:
– Risco de aumento da carga tributária;
– Incertezas na restituição de créditos;
– Governança do IBS entre estados e municípios;
– Resistência à mudança cultural e operacional.

O que os contadores podem ganhar com a reforma?

Mais protagonismo. A reforma abre espaço para atuação estratégica, com foco em planejamento tributário, consultoria especializada, atualização de processos e posicionamento como referência técnica no mercado.

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Joyce Rocha

Especialista Tributária, Pós graduada em Contabilidade, Compliance e Direito Tributário, Mentora de Contadores e Empresária Contábil com mais de 15 anos de experiência em empresas de pequeno, médio e grande porte. Autora de Artigos Tributários, professora há mais de 17 anos com mais de 2.000 alunos impactados pelo Método Joy. Sócia Fundadora do @tributandocomajoy, Sócia Conselheira da MF Contadores e Consultores Associados, Sócia Executiva da Perfectta Soluções Administrativas e da J2L Soluções Empresariais.

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