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Conformidade Fiscal

Conformidade fiscal: o que é, como funciona e como conquistar o Selo A+

Conformidade fiscal é estar em dia com tributos, declarações e cruzamentos. Descubra como a auditoria digital garante o Selo A+ do Programa Receita Sintonia.

Conformidade fiscal é como o Wi-Fi do escritório: ninguém lembra que existe quando funciona bem, mas basta falhar para todo mundo entrar em pânico. Estar em conformidade significa manter cadastro ativo, entregar declarações no prazo, garantir que as informações conversem entre si e, claro, pagar tributos de forma correta.

A diferença é que agora a própria Receita Federal transformou esse “básico” em diferencial competitivo com o Selo A+ de Conformidade Tributária do Programa Receita Sintonia.

E não é firula de burocrata: quem conquista esse selo tem restituição mais rápida, atendimento preferencial e até mesa de diálogo no Receita Consenso para resolver pepino antes que ele vire processo.

Para empresas e contadores, conformidade não é só desviar de multa: é reputação, credibilidade e até fôlego extra no caixa. Afinal, em um cenário em que a Receita cruza NF-e, DCTF, ECF e PGDAS como se fosse playlist automática de streaming, só sobrevive quem aprende a dançar conforme a música.

Bora dançar juntos?

O que é conformidade fiscal?

Conformidade fiscal é a arte de não dar motivos para a Receita Federal ligar para você. Na prática, significa cumprir todas as normas tributárias: manter o cadastro da empresa regularizado, entregar declarações dentro do prazo, garantir que as informações batam entre diferentes obrigações acessórias e recolher os tributos corretamente.

Em termos técnicos, é a capacidade de estar em compliance e evitar problemas com o Fisco, ou seja, seguir as regras do jogo sem deslizes. Porém, não se trata apenas de “não errar”: a conformidade fiscal virou também um indicador de competitividade.

Empresas classificadas como A+ no Receita Sintonia ganham prioridade em restituições, acesso facilitado a programas de consenso e até exposição positiva no site da Receita.

Para o contador, conformidade fiscal é rotina de sobrevivência: conferir se os códigos CST e CFOP estão corretos, revisar créditos e débitos, garantir que o ICMS do imobilizado não vá parar no lugar errado, validar PVA sem confiar cegamente no “sucesso” do arquivo e ainda cruzar NF-e com EFD Contribuições, DCTF com ECF, PGDAS com DAS… A lista é longa, mas o recado é simples: o que não for revisado internamente pode virar inconsistência na mão do Fisco.

E vai virar diferencial competitivo

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O que são normas fiscais?

As normas fiscais são o conjunto de regras que regulam como as empresas devem registrar, apurar e recolher tributos, além de como devem reportar essas informações ao Fisco.

Elas funcionam como o manual de instruções da vida tributária: dizem quais impostos pagar, quando pagar e de que forma comprovar que tudo foi feito corretamente.

No Brasil, essas normas englobam desde obrigações principais, como o pagamento de tributos (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, ICMS, ISS, IPI), até obrigações acessórias, que são as declarações e a escrituração digital exigidas pela Receita Federal e pelos fiscos estaduais e municipais (DCTF, ECF, EFD Contribuições, PGDAS, NF-e, eSocial, entre outras).

Elas não servem apenas para arrecadar impostos. O objetivo é também garantir transparência e rastreabilidade das operações. É por meio das normas fiscais que o governo consegue cruzar dados e verificar se a empresa está em conformidade.

Não por acaso, no programa Receita Sintonia, um dos pilares de avaliação é, justamente, a tempestividade e a consistência no cumprimento dessas normas.

Para o contador, dominar as normas fiscais é essencial para estruturar processos de conformidade. Afinal, cada erro de interpretação, como um CFOP mal aplicado, uma base de cálculo calculada de forma incorreta ou um atraso na obrigação acessória, pode significar perda de crédito, multas e queda na classificação da empresa.

Resumindo: as normas fiscais são o alicerce sobre o qual se constrói a conformidade. Sem conhecê-las e aplicá-las, não há sistema de compliance que se sustente.

Apronfunde-se na conformidade fiscal

O que significa processo de conformidade?

O processo de conformidade é a sequência organizada de etapas que uma empresa deve seguir para garantir que está cumprindo corretamente as normas fiscais. Se o sistema é o esqueleto da conformidade, o processo é a rotina diária que dá vida a esse sistema.

Na prática, o processo de conformidade envolve:

  1. Coleta e escrituração

    Registrar todos os documentos fiscais (NF-e, notas de serviços, livros de ICMS/IPI) de forma correta e tempestiva.

  2. Classificação e apuração

    Identificar créditos e débitos, aplicar corretamente CFOP e CST, calcular tributos de acordo com a legislação vigente.

  3. Revisão e cruzamentos

    Checar consistência entre NF-e, EFD Contribuições, DCTF, ECF e PGDAS, garantindo que os dados conversem entre si.

  4. Entrega de obrigações acessórias

    Transmitir os arquivos digitais no prazo, sem omissões ou inconsistências.

  5. Pagamento e adimplência

    Recolher tributos no prazo, evitando multas e perda de pontos no Receita Sintonia.

Alerta, contador: Esse processo não é estático. A cada mês, a Receita reavalia a conformidade da empresa, atribuindo notas que vão do A+ ao D.

Isso significa que um bom processo precisa ser contínuo e monitorado, não apenas um esforço pontual no fechamento fiscal.

Para o contador, compreender o processo de conformidade é transformar a rotina em estratégia: em vez de apenas entregar guias, ele acompanha todo o ciclo, identifica falhas antes do Fisco e ajuda o cliente a conquistar benefícios como o Selo A+ de Conformidade Tributária.

O que é o sistema de conformidade?

O sistema de conformidade é o conjunto de práticas, controles internos e ferramentas que uma empresa adota para garantir que suas operações estejam alinhadas à legislação e às normas fiscais.

Ele funciona como uma engrenagem: cada parte (cadastro, escrituração, apuração, pagamento e entrega de declarações) precisa estar sincronizada para que o todo gire de forma eficiente.

Efetivamente, um sistema de conformidade bem estruturado envolve três camadas:

  1. Políticas e regras internas: definição de rotinas claras sobre prazos, responsabilidades, parâmetros fiscais e processos de conferência.
  2. Ferramentas tecnológicas: Software para escritório de contabilidade e auditoria digital que automatizam cruzamentos, validam dados e sinalizam riscos em tempo real.
  3. Monitoramento fiscal contínuo: acompanhamento de indicadores de conformidade, como tempestividade, consistência de informações e adimplência, em linha com a lógica do Receita Sintonia.

A Receita Federal já trabalha nesse modelo, avaliando empresas mensalmente em mais de 20 indicadores, com base em quatro pilares: cadastro, declarações, consistência e pagamentos.

Ou seja, não basta “passar na prova” uma vez; a conformidade é medida de forma recorrente, premiando empresas que mantêm o sistema funcionando de forma constante.

Para você, sagaz contador, estruturar um sistema de conformidade é sair da postura reativa de apagar incêndios e assumir o papel de arquiteto fiscal: desenhar processos, definir métricas e usar tecnologia para antecipar inconsistências.

Para a empresa, é a diferença entre viver sob o risco de multas e aproveitar os benefícios de uma reputação sólida, incluindo a chance de conquistar o Selo A+ e transformar burocracia em vantagem competitiva.

Por que a conformidade fiscal é importante?

A conformidade fiscal vai muito além de “não levar multa”. Ela é, hoje, um critério de reputação e até de sobrevivência no mercado. Uma empresa que mantém suas obrigações em dia demonstra para fornecedores, clientes, investidores e até para os bancos que é organizada, confiável e segura de se relacionar.

Do ponto de vista tributário, estar em conformidade significa:

  • Evitar autuações e penalidades que corroem o caixa;
  • Reduzir retrabalho com retificações;
  • Aumentar a previsibilidade dos resultados e
  • Ter prioridade em serviços da Receita Federal, como restituições e ressarcimentos.

E tem um detalhe que só quem já suou frio validando PVA entende: conformidade não é só enviar o arquivo sem erros de estrutura. O verdadeiro peso está no conteúdo consistente. É aí que entram os cruzamentos automáticos da Receita: DCTF x ECF, NF-e x EFD Contribuições, PGDAS x DAS.

Se os números não batem, a empresa perde pontos de conformidade e pode até comprometer sua classificação no Receita Sintonia, o programa que hoje distribui o Selo A+ de Conformidade Tributária.

Esse selo, que já funciona como um carimbo de qualidade fiscal, abre portas para benefícios concretos: restituição prioritária, atendimento preferencial e possibilidade de resolução de divergências no Receita Consenso sem virar processo.

Em outras palavras, quem investe em conformidade não está apenas seguindo as regras, está comprando tempo, tranquilidade e competitividade.

Para o contador, isso se traduz em autoridade: menos horas gastas apagando incêndios e mais espaço para atuar como consultor estratégico que orienta decisões financeiras e de negócios.

Afinal, o cliente prefere pagar por quem o protege de riscos e ainda gera oportunidades, do que por alguém que só preenche guias.

Selo A+ de Conformidade Tributária: o que é e como funciona?

O Selo A+ de Conformidade Tributária é a credencial criada pela Receita Federal para reconhecer as empresas que atingem o nível máximo de regularidade fiscal.

Mais do que um título bonito, ele funciona como um diferencial competitivo, uma vez que é divulgado publicamente no site da Receita e dá acesso a benefícios que reduzem burocracia e tempo perdido.

Para chegar ao A+, a Receita avalia a empresa dentro do programa Receita Sintonia, que funciona como um grande boletim de desempenho tributário. O ranking é construído a partir de quatro pilares:

  1. Cadastro ativo: manter CNPJ regularizado.
  2. Declarações tempestivas: entregar obrigações acessórias dentro do prazo.
  3. Consistência das informações: cruzamentos entre NF-e, DCTF, ECF, EFD Contribuições e PGDAS precisam fechar. Esse item tem peso dobrado na nota.
  4. Pagamentos em dia: tributos quitados sem atrasos.

Cada um desses pontos é monitorado mensalmente, com base nos últimos três anos de declarações e pagamentos.

Como funciona na prática?

É como se a Receita tivesse um painel contínuo, em que cada omissão, atraso ou divergência pesa na nota final. E ao contrário do que muitos pensam, não é preciso “aderir” ao programa: toda empresa é automaticamente classificada.

As que alcançam a categoria A+ têm prioridade em restituições, atendimento diferenciado em canais presenciais e virtuais, e até acesso preferencial ao Receita Consenso, espaço de negociação que permite resolver divergências sem litígio.

Com a aprovação do PL 15/2025, a expectativa é que os benefícios se expandam para o campo financeiro, impactando, inclusive, taxas de crédito e condições em licitações.

Em termos práticos, o selo funciona como uma “acreditação fiscal”, tal como uma certificação de qualidade em saúde ou meio ambiente. Ele sinaliza conformidade, reforça a imagem da empresa como parceira confiável, reduz riscos na cadeia de negócios e pode até virar critério de seleção em contratos públicos e privados.

Para o contador, conquistar o A+ junto com o cliente é prova de que o trabalho vai além do básico. É mostrar que, em vez de apagar incêndios tributários, atua como guardião da conformidade, antecipando inconsistências e consolidando a empresa no grupo seleto das que transformam burocracia em vantagem estratégica.

Fechamento fiscal e pontos de atenção

Se existe um momento em que a conformidade fiscal é colocada à prova, é o fechamento fiscal. É nele que todo o trabalho do mês se condensa: escrituração contábil de documentos, apuração de tributos, cruzamentos de informações e geração de obrigações acessórias.

E aqui mora o detalhe que separa um fechamento tranquilo de um pesadelo cheio de inconsistências. Confira alguns pontos exigem atenção redobrada:

Escrituração de documentos fiscais

No ICMS e no IPI, todos os documentos precisam ser registrados, inclusive, remessas e retornos. Já no PIS e na COFINS, a regra muda, só entram os documentos que geram créditos ou débitos.

A chave está no enfoque do declarante

Uma mesma NF pode ser venda para quem emite, mas, para quem recebe, pode ser imobilizado ou mercadoria de revenda. Essa contrapartida precisa ser classificada corretamente.

Combinação CFOP e CST

A consistência entre código fiscal e situação tributária define se o crédito ou débito será reconhecido. Uma configuração errada no sistema pode gerar recolhimento indevido ou perda de crédito legítimo.

DIFAL em operações interestaduais

Nas vendas para consumidor final de outro estado, a regra do diferencial de alíquota (CFOP 608, por exemplo) exige o recolhimento do imposto na origem. Muitos erros de conformidade nascem justamente da falta de observação dessa obrigação.

Revisão de créditos, débitos e reduções de base

Conferir se as bases de cálculo estão sendo alimentadas nas colunas corretas do livro fiscal é tarefa indispensável. Diferenças entre valor contábil e bases tributárias são terreno fértil para autuações.

Validação de arquivos

O PVA mostrar “validado com sucesso” não é garantia de conformidade. Isso significa apenas que o arquivo segue o leiaute, mas não que os cálculos e cruzamentos estão corretos.

É sua responsabilidade revisar e conferir se os dados realmente refletem a operação.

Como funciona na prática?

Na prática, o fechamento fiscal é um exercício de detetive tributário. Pequenas falhas, como um parâmetro de sistema perdido, um CFOP mal lançado ou uma base de cálculo reduzida na coluna errada, podem se transformar em inconsistências que reduzem a nota de conformidade da empresa no Receita Sintonia.

É nesse ponto que a tecnologia se torna aliada. Ferramentas de auditoria digital permitem cruzar automaticamente NF-e, DCTF, ECF e EFD Contribuições antes mesmo do Fisco, detectando inconsistências em tempo real.

Para o contador, isso significa mais segurança e menos desgaste; para a empresa, significa evitar autuações e aumentar a chance de alcançar o cobiçado Selo A+ de conformidade tributária.

Como conquistar o Selo A+: cruzamentos que pesam na nota

Se a Receita Federal criou o Selo A+ para premiar empresas em conformidade, também deixou claro que não basta entregar obrigações no prazo. O que realmente pesa na nota são os cruzamentos de dados: aqueles pontos em que diferentes declarações precisam conversar entre si sem ruídos.

Os principais são:

  • NF-e x EFD Contribuições: as notas fiscais eletrônicas precisam refletir fielmente o que foi declarado nos registros de PIS e COFINS. Qualquer diferença de valores entre emissão e escrituração derruba pontos de conformidade.
  • DCTF x ECF (IRPJ e CSLL): se a base declarada na ECF não bate com a DCTF, o sistema identifica a inconsistência automaticamente. Essa é uma das falhas mais comuns em empresas de médio porte.
  • PGDAS x DAS: para optantes do Simples Nacional, a Receita cruza os dados do programa gerador com os pagamentos efetivos. Atrasos ou divergências reduzem a nota.
  • DCTF x DARF: a pontualidade do pagamento influencia consideravelmente. O contribuinte até pode pagar em atraso, mas sua nota de conformidade nunca será igual à de quem paga em dia.

Esses cruzamentos são monitorados mês a mês, e o pilar da consistência das informações tem peso dobrado na nota do Receita Sintonia.

Ou seja: um atraso pode custar pontos, mas uma inconsistência estrutural nos cruzamentos pode jogar a empresa direto para a categoria B ou C.

Por isso, conquistar o Selo A+ exige mais do que disciplina. É preciso auditoria digital contínua, capaz de simular os mesmos cruzamentos que a Receita faz e detectar inconsistências antes que elas virem perda de pontuação.

E é você, contador, quem domina essa rotina, protegendo a empresa de riscos, além de posicionar seu cliente entre os mais confiáveis do mercado.

Qual é o papel da auditoria digital na conformidade fiscal?

Conformidade fiscal não é conquistada no feeling nem na sorte. Em um ambiente em que a Receita cruza dados de forma automatizada e contínua, depender apenas de conferências manuais é como revisar uma biblioteca inteira com uma lupa: demora, desgasta e ainda deixa passar erros.

É aí que entra a auditoria digital.

Ao simular a lógica de cruzamentos usada pelo próprio Fisco, a auditoria digital identifica falhas antes que elas se tornem autuações ou reduzam a nota de conformidade da empresa. Mais do que um filtro de erros, ela funciona como um radar de riscos e oportunidades:

  • Riscos evitados: divergências entre NF-e e EFD Contribuições, inconsistências entre DCTF e ECF, pagamentos em atraso e falhas no PGDAS ou DAS.
  • Oportunidades reveladas: créditos tributários ignorados, pagamentos a maior, escolha mais vantajosa de regime ou possibilidade de recuperar valores.

Do ponto de vista do contador, a auditoria digital é uma libertação. Em vez de gastar horas preciosas validando PVA e revisando planilhas, ele passa a confiar em relatórios automáticos que mostram exatamente onde estão as inconsistências.

Isso não elimina a responsabilidade profissional, mas transforma o papel do contador: de executor operacional para guardião estratégico da conformidade.

Para a empresa, o impacto é direto:

  • Menos autuações,
  • Mais segurança no fechamento,
  • Reputação fortalecida junto a bancos, fornecedores e clientes,
  • E, claro, maior chance de conquistar o Selo A+ de Conformidade Tributária, que já começa a ser reconhecido como uma certificação de qualidade fiscal.

Em um cenário em que a Receita atua como um Big Brother tributário, a auditoria digital é o contrapeso necessário. Ela antecipa os cruzamentose permite que o contador transforme o dado fiscal em estratégia de negócio, algo que nenhuma planilha, por mais bem-feita, consegue entregar.

Qual é a diferença entre auditoria e compliance fiscal?

Na prática contábil, muita gente usa os termos auditoria e compliance fiscal como sinônimos, mas eles não são a mesma coisa, embora caminhem de mãos dadas.

O que é compliance fiscal?

É o conjunto de práticas e controles que garantem que a empresa esteja em conformidade com a legislação tributária. Inclui políticas internas, processos de conferência, cumprimento de prazos e manutenção da regularidade cadastral.

Em resumo: é a régua que mantém a empresa na linha.

O que é auditoria fiscal/digital?

É a lupa que verifica se essa régua está sendo cumprida de fato. Ela revisa registros, cruza dados e aponta inconsistências entre documentos fiscais, declarações e pagamentos. É a checagem independente que assegura a validade e a integridade do compliance.

Enquanto o compliance responde à pergunta “estamos seguindo as regras?”, a auditoria responde “os dados comprovam que seguimos?”. Um sem o outro é incompleto: compliance sem auditoria vira promessa sem prova; auditoria sem compliance é apenas apagar incêndios depois do erro cometido.

Na era digital, essa diferença ficou ainda mais clara. O compliance fiscal exige que empresas adaptem sistemas e processos para acompanhar a legislação em constante mudança.

Já a auditoria digital simula os cruzamentos que a Receita faz em tempo real, antecipando falhas que poderiam derrubar a nota de conformidade no Receita Sintonia e impedir a conquista do Selo A+.

Para você, contador, entender essa distinção é vital. Seu papel não de um mero executor de obrigações acessórias (compliance), de estrategista que utiliza ferramentas de auditoria para validar dados, gerar insights e proteger o cliente.

Esse equilíbrio te transforma em parceiro de negócios, e não em prestador de guias.

Quais são os 5 tipos de compliance?

O termo compliance se refere ao conjunto de práticas que garantem que uma organização esteja em conformidade com normas, leis e regulamentos. No ambiente corporativo, costuma-se destacar cinco tipos principais:

1. Compliance fiscal e tributário

Assegura que a empresa cumpra corretamente suas obrigações fiscais (pagamento de tributos, entrega de declarações, cruzamento de declarações acessórias consistentes). Esse é o que conecta diretamente à conformidade fiscal e ao Selo A+ da Receita Federal.

2. Compliance trabalhista

Garante que a organização siga a legislação trabalhista, como contratos regulares, pagamento de encargos sociais, cumprimento da CLT e gestão correta de folha de pagamento.

3. Compliance ambiental

Foca em manter as operações dentro das normas ambientais, evitando infrações ligadas ao descarte de resíduos, emissões, uso de recursos naturais e licenciamento ambiental.

4. Compliance regulatório

Envolve atender às regras específicas de cada setor (ex.: instituições financeiras seguem o Bacen, seguradoras a Susep, empresas abertas a CVM, e assim por diante).

5. Compliance corporativo ou ético

Refere-se à adoção de políticas internas de integridade, código de conduta, prevenção a fraudes, combate à corrupção e alinhamento às boas práticas de governança.

Esses cinco tipos se complementam.

Enquanto o fiscal protege contra autuações e fortalece a credibilidade financeira, o trabalhista garante segurança jurídica nas relações de trabalho, o ambiental protege a imagem e mitiga riscos legais, o regulatório assegura a licença para operar em setores sensíveis e o corporativo sustenta a reputação e a confiança de stakeholders.

Como a e-Auditoria ajuda você a conquistar a conformidade fiscal

A gente sabe que pra você conformidade não é um tema de escolha, mas de sobrevivência profissional. Prazos curtos, mudanças constantes na legislação e risco de multas tornam a rotina um campo minado.

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FAQ – Conformidade fiscal: Perguntas frequentes

O que é conformidade fiscal?

É o cumprimento correto de todas as obrigações tributárias: pagamento de tributos, entrega de declarações e consistência das informações.

O que é compliance fiscal?

É o conjunto de políticas e controles internos que asseguram que a empresa esteja em conformidade com a legislação tributária.

O que significa processo de conformidade?

É a rotina organizada de escrituração, apuração, cruzamentos, entrega de declarações e pagamento tempestivo dos tributos.

O que é regularidade fiscal?

É a condição em que a empresa está com cadastro ativo e sem pendências junto ao Fisco, podendo emitir CND e acessar benefícios legais.

O que são normas fiscais?

São as regras que determinam como calcular, recolher e informar tributos por meio de documentos fiscais e declarações acessórias.

O que é a declaração de conformidade?

É o documento que atesta que as informações prestadas estão corretas e em linha com a legislação aplicável.

Qual a diferença entre auditoria e compliance fiscal?

O compliance define as regras e as políticas internas; a auditoria verifica, por meio de cruzamentos e análises, se essas regras estão sendo cumpridas.

O que significa pagamento em conformidade?

É o recolhimento tempestivo e integral dos tributos devidos, sem atrasos ou valores divergentes do declarado.

O que acontece se houver inconsistências nos cruzamentos da Receita?

A empresa perde pontos na classificação do Receita Sintonia, pode cair de categoria (A+ para A, B ou C) e ficar mais exposta a fiscalizações e autuações.

Como a auditoria digital ajuda a conquistar o Selo A+?

Ela simula os cruzamentos da Receita, identifica erros antes do envio, corrige inconsistências e garante maior consistência e tempestividade nas informações.

Quais são os pilares do Selo A+ da Receita Federal?

Cadastro, entrega de declarações, consistência das informações e pontualidade nos pagamentos.

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Nathalia Pizelli

Formada em Direito e Pós-Graduada em Direito e Processo do Trabalho, atua há quase 10 anos com tecnologia e produtos digitais ligados à área contábil. É Product Owner na e-Auditoria, responsável pela automatização da Plataforma eA e produtos ligados à reforma tributária, regras fiscais e monitoramento fiscal.

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