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Só as reformas conseguirão destravar o horizonte de investimentos, afirma o ministro da Economia

A vacinação em massa da população contra a Covid-19, que permitirá a retomada segura dos brasileiros ao trabalho, e o destravamento de projetos de estímulo à economia que estão parados no Congresso Nacional são essenciais para levar o Brasil de volta ao caminho do crescimento sustentado em 2021. Esse posicionamento foi apresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na tarde desta segunda-feira (25/1), ao participar de entrevista coletiva na qual foram divulgados os resultados da arrecadação da Receita Federal em 2020. “Sempre houve essa perspectiva de que saúde e economia andam juntas. Temos de enfrentar esses dois desafios, simultaneamente”, afirmou.

Sempre houve essa perspectiva de que saúde e economia andam juntas. Temos de enfrentar esses dois desafios, simultaneamente”, ministro da Economia, Paulo Guedes

Guedes apontou que, desde março do ano passado, a chegada do novo coronavírus ao Brasil concentrou os esforços do Congresso nas medidas necessárias para proteger a população dos efeitos da pandemia, assumindo o protagonismo que até então era a agenda de reformas. A partir de agora, alertou o ministro, é essencial “limpar a pauta” legislativa, com avanços efetivos no conjunto de propostas econômicas que estão paradas, sob o risco de comprometer a retomada do crescimento do país.

“Há uma série de medidas que foram aprovadas pelo Senado que estão paradas na Câmara e uma série de propostas aprovadas na Câmara que estão paradas no Senado. É preciso limpar essa pauta logo na volta do Congresso, destravar o horizonte de investimentos. Precisamos transformar esse empurrão na economia, a base do consumo, em uma retomada sustentada do crescimento pela reformulação dos marcos regulatórios”, declarou Paulo Guedes. “Já está lá todo o destravamento para a nossa retomada”, destacou o ministro.

Arrecadação

O resultado da arrecadação federal no ano passado, de R$ 1,479 trilhão, é prova de que a agenda econômica segue o rumo traçado pelo atual governo – de austeridade fiscal, transparência e, principalmente, de transformar o Brasil em uma grande economia de mercado. O número da arrecadação do ano passado representa queda de 3,75%, em termos nominais, em comparação ao resultado de 2019. Tal resultado ocorreu, lembrou Guedes, no ano em que o mundo enfrentou a mais agressiva crise sanitária da atual geração, que impactou gravemente economias do mundo inteiro.

O resultado da arrecadação brasileira no consolidado do ano ficou em patamar muito melhor do que as projeções pessimistas lançadas desde março. “A queda de 3,75% é branda diante das previsões. No início do ano, havia previsão de 10% de retração do PIB [Produto Interno Bruto]. Enfrentamos o maior desafio da economia brasileira e o país voltou em V,”, comemorou Guedes. Ele destacou que o governo agiu rapidamente para reduzir os impactos da pandemia e adotou uma série de medidas: impostos foram reduzidos ou tiveram a cobrança adiada (diferimentos), houve estímulo ao crédito e criação para a manutenção de empregos e das empresas, entre muitos outros, explicou o ministro. Segundo ele, foi dessa forma que o governo evitou que as projeções pessimistas sobre o comportamento da economia não se concretizassem.

Para o Brasil voltar a surpreender o mundo em 2021 – assim como fez no ano passado – é imprescindível avançar, sem mais atrasos, na agenda de reformas, de modernização e da transformação do país em uma economia de mercado. “Temos de acelerar as privatizações, simplificar e reduzir impostos. Não somos governo social-democrata, que vai aumentar impostos. Essa pauta foi cravada por interdições. Queremos retomá-la quando o Congresso voltar, pois o Congresso é reformista”, enfatizou o ministro, otimista com a agenda de retomada do crescimento.

Combate à Covid-19

Paulo Guedes agradeceu a todas as equipes envolvidas no processo que está permitindo que os brasileiros sejam imunizados contra o novo coronavírus. “Aposto em todos os que estão colaborando com a vacinação em massa. Temos logística, capacidade para isso”, disse. A vacinação em massa – que já está em andamento e permitirá o retorno seguro ao trabalho – e o avanço na agenda de reformas são essenciais e indispensáveis “para que a economia possa voar novamente”, concluiu Paulo Guedes.

 

 

 

*Fonte: Ministério da Economia

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