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A importância da geração dos índices e demonstrações contábeis a partir das informações da Escrituração Contábil Fiscal – ECF

Com a aproximação do prazo final para a entrega da Escrituração Contábil Fiscal, é relevante ressaltar a importância da geração dos índices e demonstrações contábeis a partir das informações declaradas na ECF.

Cada empresa tem um plano de contas próprio, criado livremente. No entanto, para a fiscalização interpretar os fatos contábeis de todas as empresas, o governo criou o Plano de Contas Referencial, de forma a padronizar as informações prestadas à Receita. O objetivo é estabelecer um mapeamento (DE-PARA) entre as contas da sua empresa e um plano de contas padronizado.

Na ECF, é preciso muita atenção para realizar o mapeamento das contas analíticas de sua empresa com as contas do plano referencial da Receita. Isso porque é a partir desta informação que serão gerados o Balanço e a DRE, entre outros índices e demonstrativos contábeis. Um erro muito comum na hora de fazer o DE-PARA, por exemplo, é lançar uma conta de resultado da atividade em geral com uma conta referencial da atividade rural e vice e versa. Esse tipo de erro terá um impacto em toda declaração, já que o valor apurado de uma determinada conta não representará a realidade daquela conta, atrapalhando a elaboração do e-Lalur, do e-Lacs e das apurações.

Percebeu a importância de analisar os índices e demonstrações contábeis a partir da ECF? Somente assim você pode antecipar o que a fiscalização verá, uma vez que a Receita não realiza auditorias com base no plano de contas de sua empresa. Ao contrário, os dados são verificados com base no plano de contas referencial.

Portanto, não se espante se alguns índices ou demonstrativos gerados a partir das contas referenciais estiverem diferentes dos demonstrativos gerados a partir de seu plano de contas. Sinal de que existem falhas na relação (DE-PARA) entre as contas analíticas de sua empresa e as contas referenciais, e é melhor corrigir estas distorções antes de transmitir a ECF.

No e-Auditor, os relatórios com os índices e demonstrações contábeis são gerados automaticamente sempre que for carregado um arquivo da ECF para a realização da auditoria, facilitando e agilizando o trabalho do profissional contábil ou fiscal. Afinal, elaborar demonstrações e calcular índices de maneira manual é extremamente trabalhoso e demorado. Veja quanto conteúdo o e-Auditor fornece em poucos segundos, lembrando que esta é a visão a partir do plano de contas referencial (ou seja, a mesma visão que Receita Federal terá ao analisar sua ECF):

Balanço Patrimonial, elaborado com base nos valores informados nos registros K155 (Detalhes dos Saldos Contábeis (Depois do Encerramento do Resultado do Período)) referente às contas que possuem o registro K156 informado.

  • DRE, elaborada com base nos valores informados nos registros K355 (Saldos Finais das Contas Contábeis de Resultado Antes do Encerramento) referente às contas que possuem o registro K356 informado.
  • Demonstrativo dos Custos, elaborado com base nos valores informados nos registros L210 (Informativo da Composição de Custos).
  • Livro Caixa, elaborado com base nos valores informados nos registros Q100 (Demonstrativo do Livro Caixa).
  • DE-PARA, que é o comparativo entre o Plano de Contas da Empresa e o Plano de Contas Referencial.
  • Índices de Endividamento:
    • Participação do capital de terceiros: apresenta a relação entre o que a empresa deve a terceiros (Passivo Circulante e Não Circulante) e o capital dos sócios investido na empresa (Patrimônio Líquido).
    • Endividamento a curto prazo: apresenta qual o nível de exigibilidade de Curto Prazo do endividamento, ou seja, a relação entre o Passivo Circulante divido pelo Passivo menos o Patrimônio Líquido.
    • Endividamento total: apresenta o nível de total de endividamento, ou seja, a relação entre o Ativo e o Passivo.
    • Dependência financeira: apresenta o nível de dependência financeira no período, ou seja, a relação entre a soma do Passivo Circulante e Não Circulante dividido pelo valor do Ativo.
    • Independência financeira: apresenta o nível de independência financeira no período, ou seja, a relação entre o valor do capital dos sócios investido na empresa (Patrimônio Líquido) e os bens e direitos da empresa (Ativo).
  • Índices de Estrutura de Capitais de Curto e Longo Prazo:
    • Capital circulante líquido: apresenta a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante.
    • Capital permanente: apresenta a soma dos valores do patrimônio líquido e do passivo não circulante.
    • Capital circulante próprio: apresenta a diferença entre o patrimônio líquido e o ativo permanente.
  • Índices de Resultado de Giro:
    • Giro do ativo não circulante: apresenta a utilização do Ativo não circulante na geração de receita, ou seja, a relação entre a Receita Líquida e o Ativo não circulante.
    • Giro do ativo imobilizado: apresenta a utilização do Ativo imobilizado na geração de receita, ou seja, a relação entre a Receita Líquida e o Ativo Imobilizado.
    • Giro do ativo investimento: apresenta a relação entre a Receita Líquida e o Ativo investimento.
    • Giro do patrimônio líquido: apresenta a variação do Patrimônio Líquido em relação a geração de receita, ou seja, a relação entre a Receita líquida e o Patrimônio Líquido.
    • Necessidade de capital de giro: Apresenta a relação entre a soma dos valores do Estoque e de clientes e do valor de Fornecedores.
  • Índices de Imobilização:
    • Imobilização do patrimônio líquido: apresenta a relação de aplicação de recursos próprios (Patrimônio Líquido) em bens e direitos permanentes (Ativo Permanente).
    • Imobilização do ativo: apresenta o valor do Ativo imobilizado em relação ao Ativo Total da empresa.
    • Imobilização sobre recursos não correntes: apresenta a relação entre os recursos próprios (Patrimônio Líquido) e de terceiros de longo prazo (Passivo Não Circulante), que estão financiando o Ativo Permanente.
  • Índices de Liquidez:
    • Liquidez corrente: apresenta a relação entre Ativo Circulante e o Passivo Circulante.
    • Liquidez seca: apresenta a relação entre Ativo Circulante menos os Estoques e o Passivo Circulante.
    • Liquidez imediata: apresenta a relação entre as Disponibilidades e o Passivo Circulante.
    • Liquidez geral: apresenta a relação entre a soma do Ativo Circulante e do Ativo Realizável a Longo Prazo em comparação com a soma do Passivo Circulante e Não Circulante.
    • Liquidez de recursos próprios: apresenta a capitalização líquida de curto prazo sobre o patrimônio líquido através da relação da diferença entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante em comparação com o Patrimônio Líquido.
  • Índices de Rentabilidade:
    • Margem bruta: Apresenta o a relação entre o Lucro Bruto e as Vendas Líquidas.
    • Margem operacional: apresenta a relação entre o Lucro Operacional e as Vendas Líquidas.
    • Margem líquida: apresenta a relação entre o Lucro Líquido e as Vendas Líquidas.
    • Rentabilidade do patrimônio líquido: apresenta a relação entre o Patrimônio Líquido e o Lucro Líquido.
    • Retorno sobre o ativo: apresenta a relação entre o Ativo e o Lucro Líquido.
    • Giro do ativo: apresenta a relação entre a Receita Líquida e o Ativo.

Por Maruscka Grassano
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